Pedras d’água’11

Pedras d'água

 

 

 

 

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Festival Pedras d’Água

Estar na rua, pensar na rua, escrever na rua, dançar na rua, conversar na rua.

Desde os últimos sete anos que o c.e.m se congrega em torno de um evento visível que trás a público o trabalho que desenvolvemos de forma rizomática, pela escuta atenta e no comprometimento de acções co-desenvolvidas com a população dos lugares para onde nos dirigimos.

Este é o segundo ano em que trabalhamos diariamente na área da Mouraria/Intendente, tecendo ligações que respondem com uma complexidade própria e reconfigurativa, onde a potencialidade das formas de actuação das pessoas e dos lugares se dilata.

Para este ano, entre os dias 7 e 12 de Julho promovemos encontros de escalas diversas, entre a street art, a investigação artística, a criação a partir dos estudos do corpo, as conversas, os bailes populares e a navegação pelos documentos que permeiam as nossas investigações com as pessoas e os lugares desde 2005. Em todas as propostas a participação activa das pessoas que habitam os lugares é uma realidade sustentada na teia de relações que temos vindo a promover intensamente e que, pensamos, poderá apontar para novas formas de considerar e potenciar a participação intrínseca dos factores que constituem os locais de apresentação de criações.

Este festival não é um agregado de eventos artísticos concentrados num período de tempo, é um movimento que interroga a cidade, a partir de considerações experienciais de cidade, não se detendo na expectativa de arrumar formatos similares que proporcionem uma identidade, mas acreditando que é na consideração das assimetrias, das dissonâncias, das desproporcionalidades que pulsa uma cidade com vida própria e não apenas um mero formalismo administrativo.

Como fruto desta reflexão contínua apresentamos nesta edição do Festival a publicação Arte Agora uma colectânea de textos de artistas e pensadores sobre os desafios da arte e do corpo na contemporaneidade, uma urgência de repensar formas e procedimentos de agir que vêm do fazer, do praticar, da própria acção da escrita enquanto acto implicado de existir.

Entre a evidência de que nada é indiferente e o rigor do reconhecimento de uma acção implicada levantam-se ligações cuja pertinência intrínseca propõe um organismo vivo a que chamamos Pedras d’Água.