Um dos pontos chave da filosofia do c.e.m
é a responsabilização
do indivíduo perante as suas escolhas
articulando o processo criativo com um feedback
constantemente incentivado a partir da discussão
com os orientadores/ criadores, através
das mostras de trabalho ou através
da discussão/ convívio numa
comunidade plurifacetada.
A investigação na educação
/ formação de agentes das
artes performativas tem sido, sem dúvida,
um dos sectores principais da estratégia
e de investimento do c.e.m enquanto
projecto que se propõe repensar arte
e cultura no Mundo Contemporâneo.
A pluridisciplinariedade que caracterizou
o c.e.m desde o início não
foi uma escolha, foi antes um reflexo das
questões levantadas no final do século
passado. Pensamos que é inegável
a importância de uma contextualização
da criação contemporânea
em relação à dinâmica
da comunicação entre as áreas,
seria absurdo negar a relevância das
redes culturais interdisciplinares que se
foram criando fornecendo ferramentas e facultando
trocas de experiências e de posições
nas diversas áreas artísticas
dialogantes e que, através dos seus
interlocutores no "campo", têm
alimentado a construção de
uma nova cultura.
Para o c.e.m esta posição
de "arejamento e plasticidade"
traduz-se numa forma de estar na arte positiva
e sensível.
Trabalhando as Artes Performativas de uma
forma mais ou menos transversal (consoante
as escolhas de percurso) o c.e.m
fundamenta o seu trabalho numa questão
essencial: O Corpo."
... Não o corpo do bailarino, ou
o corpo médico, ou o corpo cyborg...
mas o corpo desmultiplicado e paradoxal
dos temos de hoje.