Relatório da Invisibilidade
Local: Vila do Conde, junto ao mar
Data: 15 Maio 2006
Depois de ler (quase) todas as palavras que a Ainhoa me trouxe aquando da nossa tão desejada Maratona de Dança 2006, comecei a sentir um movimento novo, como que a crescer, a ter forma e a necessitar de se concretizar neste (meu) corpo.
Mas ao transformar em ideias e imagens as palavras que iam ecoando na minha cabeça, percebi que o tempo não partilhado, o corpo não presente, foi, para mim, a própria invisibilidade. Como conceito, eu, que não estive, não performei, não limpei, não ouvi Histórias de lugares, não reverdejei a Baixa, não fiz Picnics, não me mexi com idosos, não vi os Rostos da Baixa, não me surpreendi com o Audio-Tour, não participei em laboratórios e não perguntei Onde? Porquê? Para quê? Como? As necessidade?, fui a própria invisibilidade. Que existe, porque há quem lhe dê tempo e razão. A orgânica própria do “Pedras D´Água” sustende a necessidade de criação das ideias, protótipo, conceito de invisibilidade, e consequente existência real/física/temporal.
Outro conceito ecoou quase ao mesmo tempo das palavras que a Ainhoa me trouxe aquando da nossa tão desejada Maratona de Dança 2006: Objecto Fractal, vulgarmente designado por Fractal. Porque se Fractal pode ser, de um modo muito simplificado, a parte que representa o todo, isto é, se uma parte do todo for ampliada até ao “tamanho” desse todo, essa parte ampliada e o próprio todo não manifestam diferenças significativas, então a Invisibilidade pode perfeitamente ter sido o tempo que o todo teve sem ter conhecimento que a sua parte podia coincidir consigo próprio.
A partir daqui …. o medo! Mas o sentimento de um movimento novo, como que a crescer, a ter forma e a necessitar de se concretizar neste (meu) corpo, já não é possível ignorar. E assim a pesquisa sobre o conceito de fractal, o tentar perceber se posso, eventualmente, “representar o todo”.
Vou (re)ler “Objectos Fractais”, de Benoit Mandelbrot, das Edições Gradiva, e já digo alguma coisa. Até já!
Pedro Carvalho
Local: Vila do Conde, junto ao mar
Data: 15 Maio 2006
Depois de ler (quase) todas as palavras que a Ainhoa me trouxe aquando da nossa tão desejada Maratona de Dança 2006, comecei a sentir um movimento novo, como que a crescer, a ter forma e a necessitar de se concretizar neste (meu) corpo.
Mas ao transformar em ideias e imagens as palavras que iam ecoando na minha cabeça, percebi que o tempo não partilhado, o corpo não presente, foi, para mim, a própria invisibilidade. Como conceito, eu, que não estive, não performei, não limpei, não ouvi Histórias de lugares, não reverdejei a Baixa, não fiz Picnics, não me mexi com idosos, não vi os Rostos da Baixa, não me surpreendi com o Audio-Tour, não participei em laboratórios e não perguntei Onde? Porquê? Para quê? Como? As necessidade?, fui a própria invisibilidade. Que existe, porque há quem lhe dê tempo e razão. A orgânica própria do “Pedras D´Água” sustende a necessidade de criação das ideias, protótipo, conceito de invisibilidade, e consequente existência real/física/temporal.
Outro conceito ecoou quase ao mesmo tempo das palavras que a Ainhoa me trouxe aquando da nossa tão desejada Maratona de Dança 2006: Objecto Fractal, vulgarmente designado por Fractal. Porque se Fractal pode ser, de um modo muito simplificado, a parte que representa o todo, isto é, se uma parte do todo for ampliada até ao “tamanho” desse todo, essa parte ampliada e o próprio todo não manifestam diferenças significativas, então a Invisibilidade pode perfeitamente ter sido o tempo que o todo teve sem ter conhecimento que a sua parte podia coincidir consigo próprio.
A partir daqui …. o medo! Mas o sentimento de um movimento novo, como que a crescer, a ter forma e a necessitar de se concretizar neste (meu) corpo, já não é possível ignorar. E assim a pesquisa sobre o conceito de fractal, o tentar perceber se posso, eventualmente, “representar o todo”.
Vou (re)ler “Objectos Fractais”, de Benoit Mandelbrot, das Edições Gradiva, e já digo alguma coisa. Até já!
Pedro Carvalho

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