4.19.2006

pausa

Tenho trabalhado essencialmente 3 movimentos: gravidade/anti gravidade, contracção/expansão e deslizamentos.
Reconheço em todos camadas em profundidade. O Tempo aparece como uma mancha descontínua, a minha percepção do momento dilata-se e é-me possível experienciar o presente em cascata, pulverizado.
Guardo o silêncio como o lugar de paz que me permite estudar e dançar. Como quando faço hands in, os meus olhos rebolam um pouco, a parte de trás da cabeça arredonda-se, o céu da boca abaula como pronto para um bocejo e aí os materiais surgem. Preciso de tempo para estudar o Tempo.
Não consigo entender o puxar do fazer sem ser. É como se o meu corpo se rasgasse. Sinto que nós humanos fazemos uma força imensa para perder a profundidade de tudo a partir do momento em que passamos a construir o momento seguinte. Não ouvimos o agora e não permitimos o eco de uma visão longa, queremos o momento seguinte, sempre o seguinte, é um desajustamento incrível!
Interessa-me o "convite" quando não sou eu que danço no espaço ou danço o espaço e aceito o convite para que o espaço me dance a mim ou para que eu entre num lugar que não conheço, entre ou atravesse... não consigo ainda saborear a elasticidade dessa navegação.
Estou a estudar a água, a Água. tenho a certeza que o que estou a ler não está lá escrito. o meu filho está encostado a mim e deu-me um beijinho, até já Sofia Neuparth

0 Comments:

Post a Comment

<< Home