Desde que me pus a trabalhar o visível e o invisível, desde que me enchi de coragem e mergulhei no projecto Pedras d'Água que está agora a terminar, devo ter crescido muitos centímetros como pessoa...dei comigo no outro dia a ler umas notas de 199o em que falava que o meu trabalho era sobre relação e percebo que afinal estou mesmo no início do caminho e que a complexidade de cada ser humano ultrapassa qualquer experiência que os meus anos de trabalho me possam ter impresso. Estou pasmada com as camadas de entendimento possíveis de momento a momento.
Onde é que o ser humano amputa a possibilidade de viajar do detalhe ao global e de volta ao detalhe e de volta ao global e por aí fora? quando é que a visão macroscópica e microscópica deixaram de andar uma com a outra?
vou contar uma históra:
"era uma vez uma menina(ou uma mulher, ou um homem ou...) que estava a esculpir um canto do olho de uma estátua gigantesca. Todos os dias punha em causa o seu trabalho porque achava que não servia para nada, que era muito abstracto, que exigia muito tempo de acção, que a pessoa do lado ao menos estava a esculpir umas ondas que tinham um formato muito mais interessante e que toda a gente parava para ver...mas todos os dias lá estava à mesma hora durante meses e meses. Nunca descobriu que o que estava a nascer na pedra era o canto do olho da tal estátua gigantesca.
Passado o tempo estabelecido (por ela ou por alguém) para dar por terminado o trabalho foi-se embora do lugar, ainda zangada com tanto tempo dedicado a nada. Mas a estátua lá ficou com canto do olho, nem que fosse só para passar a lágrima."
Até já, sofia neuparth
Onde é que o ser humano amputa a possibilidade de viajar do detalhe ao global e de volta ao detalhe e de volta ao global e por aí fora? quando é que a visão macroscópica e microscópica deixaram de andar uma com a outra?
vou contar uma históra:
"era uma vez uma menina(ou uma mulher, ou um homem ou...) que estava a esculpir um canto do olho de uma estátua gigantesca. Todos os dias punha em causa o seu trabalho porque achava que não servia para nada, que era muito abstracto, que exigia muito tempo de acção, que a pessoa do lado ao menos estava a esculpir umas ondas que tinham um formato muito mais interessante e que toda a gente parava para ver...mas todos os dias lá estava à mesma hora durante meses e meses. Nunca descobriu que o que estava a nascer na pedra era o canto do olho da tal estátua gigantesca.
Passado o tempo estabelecido (por ela ou por alguém) para dar por terminado o trabalho foi-se embora do lugar, ainda zangada com tanto tempo dedicado a nada. Mas a estátua lá ficou com canto do olho, nem que fosse só para passar a lágrima."
Até já, sofia neuparth

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