Como é possível estar realmente com o momento presente apesar da história cravada em nós de passados e futuros? mergulho numa acção muito física como lavar as escadas, fazer pão, descascar ervilhas, dançar a temperatura. suspendo a acção. deixo-me avançar no espaço e escuto atentamente o avanço desse espaço em mim. apercebo-me da matriz em que me movo. mergulho numa acção muito física como lavar as escadas... é a continuação da outra acção? consigo justicá-la (ou não consigo evitar a sua justificação?) posso ouvir o eco que produz enquanto o sabão amarelo escorrega dos meus dedos ou tento controlar o destino desse eco prevendo (absurdamente) as inúmeras formas que se materializarão a partir desta acção?há uma coisa que sinto em mim que me dá uma pista:o que me interessa realmente é se eu e a acção somos 1 ou se me descolo dela para a cheirar.
até já sofia neuparth
até já sofia neuparth

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