investigar
Ao longo do tempo fui criando este hábito de escrever quando sinto o corpo "enosado" - que eu sou capaz de detectar em mim comouma sensação muito precisa... parece que a pele ganha uma capa plástica que impede o fluir entre a continuação do meu corpo e a continuação das coisas. Habituei-me a escrever nessas alturas, mesmo que não me ocorra nada para pôr em palavras no momento em que a caneta toca no papel. Porque o que é verdade (embora ainda hoje duvide sempre até ao último momento) é que há de facto uma reflexão que o meu ser inteiro fabrica e que quer impregnar-se de palavras, provavelmente porque esse pensamento precisa de se reconhecer a si próprio para que eu possa voltar a "surfar" a continuidade das coisas.
Hoje quando joguei a caneta para cima do papel escrevi assim:" Reparo agora que as pessoas que mais admiro não têm um nome concreto para aquilo que fazem".
Ainda ontem ouvi dizer que não será preciso enveredar por uma "carreira" de investigação para ser investigador, para fazer de facto investigação, mas que essa será a maneira mais fácil de chegar aos outros, de os "tocar" para uma forma sistemática de questionar-se a si próprio e o mundo. Mastigo ainda essa afirmação, mas sem dúvida levar-me a escrever que as pessoas que mais admiro não têm um nome concreto para aquilo que fazem, é provavelmente porque preciso de me deixar dizer que não detecto uma verdeira distinção entre aquilo que elas são e aquilo que fazem... e que sendo tão complexo qualificar o que uma pessoa é na sua totalidade, também o será afunilar a sua espantosa interacção com o mundo numa só palavra. Algumas delas não são realmente aquilo que a sociedade chama de investigadores, mas tocaram-me profundamente na sua investigação...
Mas talvez aquilo que realmente me quero perguntar é: o que é que eu quero ser hoje?
Hoje quando joguei a caneta para cima do papel escrevi assim:" Reparo agora que as pessoas que mais admiro não têm um nome concreto para aquilo que fazem".
Ainda ontem ouvi dizer que não será preciso enveredar por uma "carreira" de investigação para ser investigador, para fazer de facto investigação, mas que essa será a maneira mais fácil de chegar aos outros, de os "tocar" para uma forma sistemática de questionar-se a si próprio e o mundo. Mastigo ainda essa afirmação, mas sem dúvida levar-me a escrever que as pessoas que mais admiro não têm um nome concreto para aquilo que fazem, é provavelmente porque preciso de me deixar dizer que não detecto uma verdeira distinção entre aquilo que elas são e aquilo que fazem... e que sendo tão complexo qualificar o que uma pessoa é na sua totalidade, também o será afunilar a sua espantosa interacção com o mundo numa só palavra. Algumas delas não são realmente aquilo que a sociedade chama de investigadores, mas tocaram-me profundamente na sua investigação...
Mas talvez aquilo que realmente me quero perguntar é: o que é que eu quero ser hoje?

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