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"Estudo, ensino, crio e recrio
movimento. Considero o performer como
um ser total, acompanhante de si próprio
e integrado na(s) realidade(s) que o rodeia(m).
Não acredito em fórmulas
fixas. Acredito no trabalho regular, no
confronto de ideias, na interligação
das artes e no bom humor."
Nasci em Lisboa, em
1962. As minhas primeiras tentativas em
dança foram com Teresa Rego Chaves
e Anna Mascolo, depois de ter sido corrida
de uma classe de ginástica rítmica
para a qual … obviamente... não
tinha nascido.
Fiz a minha formação em
dança clássica com o mestre
Tony Hulbert, embora não possa
esquecer a importância que tiveram
Madame Violette Quenolle, Anatoli Gregoriev,
Jorge Garcia ou Michel Renaud.
Terminei o curso de tradutora intérprete
do ISLA e completei a Alliance Française
porque gosto de estudar e porque podia
dar-se o caso de não poder viver
da dança...
Durante 6 anos fiz estágios em
Londres, no “The Place”, e noutras escolas
de dança contemporânea, onde
tive a oportunidade de desenvolver trabalho
com artistas como Robert North, Kazuku
Hirabayashi, Lloyd Newton ou Karen Burgin.
Trabalhei voz com Mário Marques
e Lúcia Lemos e cantei em bares
com a Banda de Zé Carvalho.
Considero muito importante para o meu
percurso na arte o trabalho desenvolvido
no European Dance Development Center,
em Arnhem, na Holanda.
Além da experiência como
professora de grupos de alunos vindos
de toda a parte do mundo, tive ainda oportunidade
de estudar com Eva Karckzag, Simone Forti,
Martha Moore, Peter Hulton, Jim Fulkerson,
Sally Silvers, Mary Fulkerson, Bonnie
Cohen, Aat Hougeé e Lisa Krauss.
Destaco ainda o trabalho como intérprete
nas criações de Mary Fulkerson,
Amélia Bentes, Peter Michael Dietz
e Miguel Abreu.
Depois de anos de discussões e
debates com criadores e pensadores de
várias áreas surgiu a urgência
da criação de um espaço
alternativo para formação,
criação e investigação
artística. Foram 10 anos de dedicação
à construção de novas
vias de trabalho de Corpo para, em 1990,
começar a construir plataformas
que acabaram por estar na origem da criação,
em 1998, do que é hoje o
c.e.m – centro em movimento uma
associação cultural sem
fins lucrativos que se destina à
formação, investigação,
e criação nas artes performativas
contemporâneas.
Actualmente sou representante e faço
parte da direcção da REDE
- Associação de Estruturas
para a Dança Contemporânea.
Penso que, de uma maneira global, o foco
essencial do meu trabalho tem sido a PESSOA.
Sempre que utilizo a palavra CORPO refiro-me,
de facto, a essa complexa entidade cheia
de sonhos, movimentos, invenções,
pensamentos e relações.
Desde os meus 18 anos que tenho desenvolvido
trabalho com indivíduos com casos
pessoais especiais (doenças terminais,
deficiências mentais profundas e
deficiências físicas). Oriento
e acompanho a formação pessoal
e artística de pessoas vindas das
mais diversas culturas e estratos sociais...
pessoas com graus de desenvolvimento e
formas de estar consigo e com o mundo
completamente diferentes. Não posso
deixar de pensar que essa pluralidade
que tem constituído a minha experiência
pessoal e profissional bem como a felicidade
de acompanhar o crescimento do meu filho
André, são o meu maior tesouro.
Escutar, criar e comunicar são
e serão a minha vida.
Programação
Estruturo em colaboração
com a equipa de profissionais do c.e.m
– centro em movimento toda a programação
desta estrutura desde a sua criação
em 1997 nas áreas da Formação
Artística, Formação
de Públicos, Ensino Artístico,
Trabalho com públicos específicos
(idosos, crianças, portadores de
deficiências…) Acompanhamento à
Criação, Mostras informais
(Espaço Experimental), Festivais,
Debates e Exposições.
Enquanto Professora
Enquanto professora comecei a minha actividade
como professora de dança aos 18
anos, ensinando Dança Clássica
e Anatomia e Fisiologia para um maior
entendimento do funcionamento do CORPO
em movimento. Dois anos mais tarde comecei
a desenvolver uma abordagem própria
à fisicalidade trabalhando a partir
dos conhecimentos das técnicas
de dança contemporânea do
estudo da anatomia e fisiologia aplicada
ao movimento, e da experiência de
trabalho com bailarinos, pessoas não
especializadas em dança, pessoas
com deficiências motoras ou mentais
em diversas fases etárias.
Para além do trabalho desenvolvido
no c.e.m – centro em movimento sou frequentemente
convidada para trabalhar no país
e no estrangeiro e a minha investigação
em CORPO (estrutura, comportamento, ligações,
corpo e espaço ou corpo relacional),
tem estado na origem de convites para
laboratórios ou workshops junto
a universidades em Portugal ou no Estrangeiro.
Criação
Coreografias
“Lá estão elas” (1990),
“Kitch Q.B.” (1992), Friedlich Coexistência”
(1993), “ Rosas Cristalizadas” (1994),
“ Verniz” (1995), “ Vozin” (1996), “ Contos
Curtos” (1997). “FFFF... O fantástico
fenómeno fabricante de fãs”
(1997), “36/37” (1998). “ Já vi
tudo” (1999) “ Cantata Cénica Cattuli
Carmina” (1999), “Ouver” (2000) , "Coração
X" (2000), "Zoom" (2001),
“Zoom out“ (2002), Mmm – para a Mónica”
( 2002), “Summer Sunday” (2003), “mmm”
(2005), Dona Ivone (2007).
Hapenings e Performance Instalações
Festival Westfalia “12 Performance/Instalation”
(1992), I.S.E.G. “30 Performances” (1996),
Festival X “ Veemente“ (1996), “Imprime”(2006)
Intervenções
Urbanas
Linha do Estoril “ 40 performers para
Turistas” (1998), Lisboa “Mudormance”
(2004), “Pedras d’Água na baixa
Lisboeta” (2006), Projecto Memória
“Relva no Camões” (2007), “Pedras
d’Água na Baixa Lisboeta” (2007).
Intervenções
Urbanas a Convite
Antiquários da Rua de S. Bento
“1001 Rosas para 3 Noites” (2002), Lojistas
da Rua Castilho “Hibern” (2002), Antiquários
da Rua de S. Bento “Azul o Som da Noite”
(2003), Antiquários de S. Bento
“Fumos do Oriente” (2004), Antiquários
de S. Bento “Lisboa e a Europa” (2007).
Apoio Coreográfico em Peças
de Teatro
e Trabalho Popular
“Camões -Tanta Guerra, Tanto Engano”
de Silvina Pereira (1996), “Eu sei que
vou-te amar” de Cristina Carvalhal (2001),
“Marcha de Marvila” (2001) – 1º Prémio,
“Marcha do Beato” (2003) – 1º Prémio
em Coreografia, “Marcha do Beato” (2004).,
“Marcha do Beato (2005), “Marcha do Beato
(2006). Formadora/Investigadora em Corpo
– Dança Contemporânea desde
1980 em Portugal – ( a convite de Câmaras
Municipais, associações
juvenis e Companhias de Teatro: Porto,
Coimbra, Figueira da Foz, Caldas da Rainha,
Leiria, Nazaré, Portalegre, Vila
Franca de Xira, Torres Vedras, Óbidos,
Cascais, Almada, Évora, Lagos,
Santo André; em Lisboa nomeadamente
a convite da Faculdade de Motricidade
Humana, Universidade Lusófona de
Humanidades e Tecnologias, da Universidade
Autónoma, do Instituto Superior
Técnico e em colaboração
com o Forum Dança) e no estrangeiro
Holanda – EDDC, França – Festival
Montpelier, Inglaterra – The Place, Brasil
– Casa Hoffman, Madrid-Estudio 3 e Compania
La Cabra ) nas áreas de anatomia
experiencial, técnicas do movimento
contemporâneo, composição
e pesquisa de vocabulário de movimento
pessoal.
Acompanhamento de processos
criação artística
Tenho continuado o acompanhamento de artistas
que integraram a Zona Z – c.e.m (percurso
de investigação na criação)
como Ainhoa Vidal, Alex Campos, André
Castro, Margarida Agostinho, Maria Belo
Costa, Laura Bañuelos ou Mariana
Lemos.
Acompanho insistentemente o trabalho de
Luz da Camara e tem dado apoio em trabalho
de corpo a vários encenadores como
Luis Castro e Lúcia Sigalho.
Conferências
Conferência Internacional sobre
a Cultura das Redes, a convite do Centro
Nacional de Cultura, na pessoa de Professor
Bragança de Miranda – Fundação
Calouste Gulbenkian (Outubro de 2001),
Conferência “Novas Dinâmicas
Artísticas” Angra do Heroísmo
– Açores (2003).
Encontro Nacional – “A Dança no
Sistema Educativo Português” a convite
de Daniel Tércio e Gil Mendo –Faculdade
de Motricidade Humana, Lisboa (2003).
Enquanto fundadora e parte da direcção
da REDE - Associação de
Estruturas Para a Dança Contemporânea,
tem organizado e participado em encontros
e debates sobre várias áreas
da Política Cultural desde 2003.
Destaca nomeadamente a participação
no Forum Cultural Europeu (Setembro de
2007), nas Conferências para a Educação
Artística (2007) e nos Encontros
AlCultur (2008).
Tem integrado a composição
de júris para a selecção
de candidaturas de jovens criadores em
Portugal Continental e Insular.
CV
completo [PDF]
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