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O CEM é uma estrutura conectora que promove,
aprofunda, investiga e repensa a teia de relações
entre o indivíduo e o mundo que o rodeia
cruzando Arte e Cultura com Ciência e Cidadania.
Há uns anos atrás fiz público
que "o CEM trabalha com o que ainda não
existe", isoladamente pode parecer pretensioso...
O sentido desta afirmação escapa
ao jogo "umbilical" de eleição
de "o mais criativo" e "o mais
inovador". Na realidade o que nos interessa
é estudar, semear e acarinhar cada nova
mancha de intervenção em que nos
envolvemos. Trabalhamos na escuta e na investigação
teórica e prática do cruzamento
da perspectivas e escolhas, interessa-nos desenvolver
espaços onde, na origem da criação,
múltiplas áreas comunicam e jogam!
Para o CEM o "coração",
o núcleo, é o CORPO. O corpo não
como ponto de partida ou de chegada mas como zona
de intersecção entre a informação
do espaço exterior, a filtragem de dados
e o painel infindável de campos de acção
potencializados desde o interior. Investimos diariamente
no trabalho com esse corpo, apurando a percepção,
a consciência de si, de si com o outro,
de si com o espaço, do espaço...
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Desenvolvemos a fisicalidade não só
reforçando a mobilidade da estrutura física
como abrindo, acompanhando ou rasgando caminhos
cruzados entre o pensamento, a imagem, a escrita
ou o som. Contribuímos para a vivência
de um CORPO TOTAL, plástico, vulnerável,
sempre em movimento. Tratamos de um "estar"
que acompanha a própria mudança,
que não para, que não se isola,
que não estagna.
É esse INDIVÍDUO EM RELAÇÃO
que estabelece as pontes (ou as reconhece) que
cataliza a construção da cultura
de um bairro, de um país, do mundo, do
universo.
Preocupa-nos a falta de reciclagem das próprias
palavras que utilizamos, gostaríamos de
reposicionar e arejar palavras como: "corpo,
fisicalidade, conectar, relacionar, vanguarda
cultural, experimentação, investigação,
criação, formação,
escolhas, consciência, cidadania".
O CEM é um espaço aberto para a
formação, a criação,
a investigação e para o trabalho
na comunidade. Todas estas áreas de acção
se cruzam e inter-alimentam tornando penosos e
mesmo contra producente o desenho de fronteiras
demasiado estanques entre elas.
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