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Uma rede orgânica e sem
fronteiras com todos os sentidos extremamente
apurados, para poder sentir e responder eficientemente
às necessidades reais de mudança e/ou de aprofundamento
nas várias àreas e formas culturais que introduz
e, até, que cria...
O CEM alimenta-se da energia , motivação e entusiasmo
que informa a procura de práticas inovadoras e
ideias desafiantes, nesta arena cultural.
Em tudo isto o CEM tem um enorme e apurado sentido
de responsabilidade para com a cultura local e
nacional, assim como para o lugar de Portugal
no mundo e a sua participação activa nesta redefinição
da nossa realidade, tanto na produção dos conteúdos
como no alargamento de públicos.
Vivemos numa época excitante
de grandes e complexas redefinições e transformações
sociais e culturais. Estão-se a formar novos processos
de percepção, comunicação e cognição. A nossa
identidade passou a ser não-linear, multifacetada,
interactiva, hiper-conectada e distribuída a nível
global. Na fronteira da arte, questões sobre tecnologia
e consciência [consciousness] são da maior relevância.
A arte está a sofrer uma mudança
paradigmática! O CEM tem como objectivo criar
uma plataforma activa e dinâmica, um ponto de
encontro e foco para o desenvolvimento da arte
em Portugal, colocando-o na mesma linha de vanguarda
de todos aqueles que globalmente estão agora cruzando
caminhos visionários e moldando o nosso futuro.
Estratégias
O CEM é uma estrutura conectora que não impõe
caminhos mas abre portas e aponta direcções.
O CEM acredita que para que
haja uma cultura visionária - e responsável -
é necessário estar na vanguarda a construi-la.
O CEM não se limita a "assimilar" e aceitou o
desafio para participar nesta alucinante viagem.
Fazemos questão [e grande esforço] para garantir
que esta seja acessível a todos, independentemente
da sua posição geográfica e socio-económica, e
independentemente da sua participação como publico
ou criador.
O CEM é uma estrutura orgânica desenvolvida num
conceito de crescimento e expansão [bottom-up]
e baseada acima de tudo numa atitude paradigmática
e flexível informada pela investigação, pesquisa,
experimentação, e acima de tudo a prática.
A estratégia do CEM é conscientemente não-fixa.
A programação do CEM é planeada com o máximo de
rigor e seriedade, sintonizada com a vanguarda
cultural global mas sempre baseada em objectivos
abertos a desenvolvimento.
O CEM não funciona com módulos rigidos e independentes,
mas com sementes complexas, orgânicas e fluidas
capazes de se interligarem e seguirem - criarem
- os seus próprios caminhos.
Nessa fluídez, nesse espirito conector,
nessa estimulação de networks, nessa generosidade
e transparência, e nessa genuidade de interesse
é que está a força do CEM e a sua enorme importância
para esta reconstrução cultural, tendo um papel
fundamental neste emergente futuro.
A estratégia do CEM baseia-se no intercâmbio dos
mais de 700/ano criadores, [participantes e orientadores]
vindos das mais variadas origens, culturais, geográficas
e sociais que passam pelo nosso "espaço de comunicação"
para desenvolver os seus trabalhos e definir os
seus caminhos tanto a nível prático como
de investigação gerando assim a energia que propulsiona
o CEM.
O CEM "limita-se" a criar as plataformas necessárias
e a olear o caminho para o seu desenvolvimento.
Esta interactividade e interdisciplinariedade,
estes espaços de comunicação, sistemas de netwoks,
ambientes imersos, estas transformações e transcendências,
servem não só como as ferramentas deste processo,
como também são o seu próprio "habitat".
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